Segunda-feira

"Numa tradicional Escola de Filosofia Indiana havia um Mestre muito sábio. Tanto que seus discípulos eram muitos e enormemente engajados. Um deles se destacava pelo brilhantismo, talento individual, alinhamento com o Mestre e realizações. Era o satchêla, o discípulo verdadeiro. Aquele que mais contribuía para a obra e o bom nome do seu Mestre.
Num determinado momento, e não sabemos ao certo o motivo, aquele discípulo que era um exemplo a todos os demais começou a se afastar do Mestre. Deixou de comparecer às aulas e já não se correspondia com os demais. Após um tempo, o preceptor começou a sentir cada vez mais a falta de seu melhor aprendiz e foi visitá-lo.
Ao abrir a porta da sua casa, o discípulo levou um choque ao receber o velho sábio. Ele ensaiou se desculpar pela ausência mas o Professor não o deixou falar. Este pediu-lhe que acendesse uma fogueira e ambos se sentaram para contemplar o fogo.
Depois de alguns minutos, sem dizer sequer uma palavra, o Mestre se levantou e escolheu uma das brasas da fogueira, da qual partiam as mais altas chamas e a qual gerava mais calor e luz. Ele retirou tal brasa e afastou da fogueira, colocando próxima dos pés de seu satchêla. Ela que antes brilhava intensamente, agora começara a apagar. Primeiro, deixou de soltar chamas. Em seguida já não liberava mais calor. Por último, estava se tornando um pedaço escuro e fumegante de madeira. Mas o velho não deixou que ele se extinguisse por completo. Tomou o toco minguante e colocou-o de volta no fogo. Assim que tocou o calor do fogo, aquela porção de madeira voltou a virar brasas, soltar chamas, brilhar e emitir calor. Até mais do que antes de ser retirada da fogueira. Assim que fez isso, o Mestre se levantou e ia se retirando, dirigindo-se à saída, mas o discípulo o abraçou e agradeceu o ensinamento, prometendo voltar às aulas no dia seguinte, para nunca mais se separar.
Apesar do silêncio que tomou todo o encontro, a lição havia sido transmitida."
Mestre Edgardo Caramella





Sexta-feira

Coreografia, 6ª feira às 19h30






Todas as sextas-feiras, às 19h30, torne-se a melhor versão de si próprio, dando expressão à terceira característica do SwáSthya: o resgate do conceito arcaico de sequência encadeadas sem repetição. Torne-se uma escultura viva em movimento, encadeando técnicas ancestrais lindíssimas e poderosas.